CONVÍVIO SOCIAL AMEAÇADO PELA GLOBALIZAÇÃO

Convívio social ameaçado pela globalização

Os tempos mudaram e a globalização vem afetando cada vez mais o convívio social e familiar das pessoas. Em duas décadas, ocorreram centenas de avanços tecnológicos, e diversos aspectos do cotidiano mudaram. O trabalho pode ser feito em casa, telefonar é uma atividade que vai além de telefones, e a informação corre e voa em altas velocidades via internet, para computadores, smartphones, tablets, e tantas outras telas modernas que nos cercam. Com tantas mudanças ao nosso redor, foi inevitável que a maneira de relacionar também mudasse. Mas será que essas mudanças em nossos relacionamentos é totalmente benéfica? Você já parou para pensar nas vantagens e desvantagens de toda essa tecnologia inserida no nosso dia-a-dia? É bom ler até o final e policiar a si mesmo a partir de hoje.

 

SOCIEDADES EM DECLÍNIO

 

A globalização não se resume em avanço tecnológico, caso tenha sido apenas essa a impressão que tenha ficado no parágrafo anterior. Ela é um processo de contínua atualização das relações diplomáticas, trabalhistas, e da evolução do mercado global. Ela não trata apenas da transmissão eficaz de informações, mas também da expansão de organizações, e de suas relações com a população. A globalização trouxe benefícios, então, quais seriam os benefícios, e quem são os beneficiados?

Respondendo: os benefícios são financeiros, pertencem a uma maioria, e tem como efeito colateral o prejuízo de uma maioria, de uma massa de pessoas que sofrem malefícios neste processo. Um artigo publicado na Scielo, de Ataíde, aborda os paradigmas da sociedade globalizada.

A globalização é um processo que tem sido eficaz para enriquecer organizações, em resumo. Uma organização pode comprar diversas mãos-de-obra, monopolizar recursos, e concentrar a riqueza ao invés de distribuí-la.

E você se pergunta: “ok, e onde eu fico nisso tudo? Porque sou ‘prejudicado’”?

Ao se tornarem globais e monopolizadoras, as organizações interferem direto no seu dia-a-dia. Para estar inserido nesse mundo, você precisa:

Estar constantemente conectado a internet.

Gastar horas num trajeto de ida e volta do trabalho.

Ter o poder de compra estagnado.

Seu corpo é alvo de uma alimentação irregular: com o poder de compra restrito, as opções se resumem a alimentos cheio de compostos artificiais.

Pergunte-se: essas coisas eram comuns, há pelo menos 3 décadas atrás?

Os padrões de vida mudaram, e graças as mudanças, você está mais informado, mais atualizado, em contato com mais informações e cultura – ao preço de ter sua integridade social e física furtada. O efeito colateral de se alimentar mal e trabalhar demais, é o prejuízo nas relações com familiares, amigos, e até consigo mesmo.

Não é a toa que cresceram os suicídios, e a quantidade de pessoas que portam distúrbios mentais ou psicológicos. O mundo global gera ansiedade, expectativas, que quando estão insatisfeitas… refletem em prejuízos no corpo e na mente. Um dado daqui do Brasil: em São Paulo, houve um crescimento de 4,6 para 5,6 suicídios a cada 100 mil habitantes, entre 2007 e 2013, segundo a SEAD. Dados de outros países evidenciam crescimento similar.

Berlinguer, outro estudioso, defende a necessidade da globalização da saúde, um bem que está escasso, como podemos concluir. A saúde é um passo importante, e ousado, que contraria mesmo os propósitos das organizações que visam o lucro a todo custo.

O papel da mudança cabe a nós. Se somos ou não globalizados, estar bem é um direito nosso, e um objetivo para nutrir nossa luta por qualidade de vida.

 

Convívio social ameaçado pela globalização

FAMÍLIA CONECTADA – QUAL É O LIMITE?

 

Século XXI: procuram-se mais redes wi-fi do que interações pessoais. Será?

 

Se você está lendo esse artigo agora, é porque sem dúvidas, está conectado. Mas pare pra pensar aí: há quanto tempo você está acessando a internet? A muito tempo? Pouco? Começou agora? (Se começou agora e já veio aqui, obrigado, você tem um bom gosto). Continuando: em média, você se conecta quanto tempo por dia?

 

Estamos lhe enchendo de perguntas, mas não é para intimidar você. Apenas queremos a reflexão sobre a maneira como todo mundo administra o tempo, hoje em dia. A internet já faz parte do nosso cotidiano, e é difícil uma pessoa passar mais de uma semana sem usufruir da mesma. Ou até mesmo um dia: 24 horas sem internet já é um tipo de desafio difícil para as pessoas modernas, principalmente a juventude.

Quais seriam as consequências disso?

Há prós e contras. Não podemos negar os benefícios.

Os pais podem localizar facilmente seus filhos, através de rastreadores; pode vigiar seus ambientes, através de sistemas de monitoramentos online. Compramos e decidimos pra onde iremos viajar com a família nas próximas férias, através de agências de viagens virtuais na internet. É, não dá pra desconectar.

A internet cumpre o seu papel de ser prática. Mas muitas vezes, nós é que descumprimos os nossos papéis de sermos PESSOAS.

Pode soar rude, mas esse é um contraponto com o qual temos que lidar.

A família é o primeiro ambiente de formação educativa e emocional. É ela quem atua na formação de nossa identidade, valores, e ligações com pessoas queridas que nos prezam, nos amam. Entre tantas coisas fundamentais nessas ligações, dois fatores são importantes e necessários: tempo e proximidade. Conviver com nossa família, nutrir e criar afeto, são coisas que só podemos realizar pessoalmente, dedicando tempo e estando perto das pessoas que amamos.

Onde erramos então? Erramos nos exageros de CONEXÕES VIRTUAIS. O uso abusivo de redes sociais tem se mostrado nocivo para as relações familiares; e a falta de relacionamento familiar, propicia a criação de indivíduos com futuros problemas, associados a sua autoestima, seus valores, e suas emoções.

Isso porque há uma tendência a substituir o relacionamento presencial por relacionamentos virtuais. Mesmo que sejam com nossos familiares, os relacionamentos virtuais não suprem todas as necessidades que possuímos em relação aos nossos entes queridos. Abraços, olhares, expressões, beijos – isso não pode ser digitalizado. Maria Batista, neuropsicóloga clínica, alerta sobre esse risco acrescentando que crianças e adolescentes podem crescer isolados, a medida que incluem-se exageradamente em redes sociais virtuais e passam a excluir relacionamentos pessoais. A falta de contato pessoal pode deformar até o caráter de uma pessoa.

 

O limite desse cotidiano conectado, está no alcance dos pais, verdadeiros líderes da família, e em si mesmo, no caso de nós, adultos em constante contato com a informação. Podemos policiar nossos hábitos, e resgatar os encontros que mecanicamente, tornamos virtuais.

Não espere adoecer, ou se isolar. Viva a vida real.

 

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Autor: Blog Saúde Mais

As informações, dicas e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos e outros especialistas.

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