Relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho

Relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho

Relacionamento interpessoal é o relacionamento entre 2 ou mais pessoas. De modo, que o título desse artigo poderia ser apenas Relacionamento no Ambiente de Trabalho. Mas o conceito específico de interpessoal reforça o quanto é preciso investir e lapidar as relações sociais, visando a convivência saudável – e portanto, um vida melhor.

Mas muitas pessoas duvidam da importância de ter um bom relacionamento interpessoal no ambiente profissional. Isso, porque estão acostumadas com diversos costumes sociais, como o ditado de que diz “amigos, amigos, porém, negócios a parte”, dentre outros. O fato, é que o ambiente profissional acaba sendo, um agente limitante das relações sociais. Isso significa que as relações profissionais não englobam toda a liberdade de uma relação de amizade cotidiana.

qual é o perfil de um relacionamento interpessoal ideal para o ambiente de trabalho?

 

Então, fica a questão: qual é o perfil de um relacionamento interpessoal ideal para o ambiente de trabalho?

Vamos tentar responder essa pergunta por partes.

1 – o perfil ideal tem responsabilidade.

Responsabilidade é um atributo que vai servir para as duas coisas: para trabalhar e ter um bom relacionamento interpessoal. Ser responsável com o trabalho, demonstra seriedade e comprometimento para as pessoas, o que desperta confiança nelas sobre você. Essa onda de ser legal, puxar papo e atrasar uma atividade profissional, é traduzido por quem te observa como um comportamento imaturo. No ambiente de trabalho, todo mundo tá apto a entender as limitações de tempo para interagir, e portanto, ser focado é a melhor escolha.

2 – O perfil ideal é comunicativo.

Esse perfil é essencial, independentemente da posição dentro de uma empresa, firma ou organização. Mas é fundamental para posições de liderança.

Se você já está familiarizado com os estilos de liderança, no campo de administração, já deve saber o quão importante é ser comunicativo em todos os níveis. Para refrescar a memória, vamos lembrar: são 3 estilos, o autoritário, o democrático, e o liberal. Esses perfis atendem diversas demandas de organizações específicas, e não vamos adiante nessas especificações. O que queremos enfatizar é, que em qualquer estilo, a comunicação vai ser ideal para a efetivação das operações profissionais, e da manutenção de boas relações. Colocando um exemplo em cada estilo de liderança:

No regime autoritário: para comunicar uma mudança no intervalo de almoço, pode-se simplesmente informar numa circular, que pode ser fixada até no mural da empresa. Mas é possível fazer mais: se for explicado a causa da mudança, a fim de convencer os colaboradores sobre a melhoria, as chances de boa relação com os liderados é maior.

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Num regime democrático, as decisões são conjuntas. Logo, se por exemplo, o secretário de obras de uma prefeitura discute com os funcionários a possibilidade de mudança dos uniformes de trabalho, visando o melhor conforto e adequação ao clima, isso demonstra a preocupação do mesmo com o bem-estar físico dos seus servidores. É profissional e estabelece boa relação.

Num regime liberal, torna-se importante a oportunidade de manifestação coletiva, até mesmo das reinvindicações individuais. Se tomarmos como exemplo um sindicato, veremos que ele atende melhor as expectativas dos sindicalizados a medida que ouve cada queixa, sugestão ou planejamento, tanto dos seus líderes como dos sindicalizados.

São exemplos simples, mostrando que boas relações são estabelecidas quando há comunicação de boa qualidade dentro do ambiente de trabalho.

3 – Imponha limites em você primeiro. Só assim, você pode cobrar dos outros.

No ambiente de trabalho, naturalmente surgem boas relações de amizades, algumas que duram por toda a vida. Isso, porque a relação de amizade transcende em muitas situações, e se realiza de maneira não-linear – com comunicação e convivência, amizades se formam, pouco importa onde. É dentro dessas relações que alguns limites podem precisar ser impostos. Separe as distrações da rotina de trabalho, brincadeiras inconvenientes, e qualquer outro comportamento que comprometa a realização e seriedade do que você faz. É crucial que você se eduque quanto a isso, antes de exigir dos outros.

4 – Amigos, amigos, salários a parte.

Uma pesquisa realizada na Europa, em 24 países, com 19 mil voluntários, mostrou que quanto mais se compara os salários com colegas, amigos e familiares, maior a possibilidade de infelicidade.

Alguns professores da Escola de Economia de Paris fizeram esse levantamento, e constataram que 75% dos pesquisados consideram importante a comparação dos seus salários com o de outras pessoas. Mas, os que ganhavam menos que o geral, costumavam apresentar um perfil de infelicidade. E mais: o “tamanho” dessa infelicidade varia conforme o grau de intimidade com a pessoa comparada.

Por exemplo, uma pessoa com salário baixo, se sente mais infeliz quando constata que os familiares ganham mais. Já uma pessoa que comparasse apenas com amigos, e descobrisse que ganham mais, se sentiria menos infeliz do que a primeira pessoa. E uma terceira pessoa que comparasse apenas com colegas de trabalhos, se sentiria pouco incomodada, bem menos infeliz que as duas pessoas da qual já falamos, ou talvez nem sentisse infelicidade.

O que queremos dizer com isso? É que a relação profissional não pode mesclar-se com a familiar. Não estamos pedindo que você não ligue para o seu salário, que pode precisar até de aumentos, variando no piso; estamos sugerindo que você não se importe mesmo em compará-lo com o de amigos próximos. Relações econômicas não são um ingrediente sadio para misturar-se com relações de amizade.

É tudo uma questão de administrar suas relações. Seja um bom gerente, e tenha sucesso, é o que desejamos.

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Autor: Blog Saúde Mais

As informações, dicas e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos e outros especialistas.

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