Você quer realmente ser pai ou mãe?

Você quer realmente ser pai ou mãe?

É incrível como essa pergunta é respondida de maneira rápida, fácil, e até mesmo precoce. Muita gente já se imagina sendo pai ou mãe, desde adolescente. As crianças brincam disso. Mas não, vamos fazer um discurso sobre as responsabilidades de ser pai ou mãe, porque todo mundo está ciente dessas dificuldades, e em muitos casos, são capazes de constatarem uma série de incapacidades próprias. A questão mais séria é: porque essa pergunta tem sido feita de maneira tão irresponsável, gerando péssimas famílias? Pode parecer pessimista, mas constate os dados:

A taxa de divórcio cresceu 160% nos últimos 30 anos.

1 denúncia de violência contra a mulher é feita a cada 7 minutos.

170 mil denúncias de agressão paterna /materna contra os filhos, foram feitas em 2013 (dados da Secretaria de Direitos Humanos no Brasil)

E você deve estar se perguntando: “o que isso tem a ver comigo? Não pretendo me divorciar, nem agredir (ou ser agredida), nem bater…”  Bem, essas pessoas desses dados aí em cima, também pensaram como pensamos hoje. Estamos tão ocupados aceitando fácil o desejo interno de ser pai, que desconsideramos as circunstâncias externas sob as quais vivemos.

Não estamos condenando o desejo interno e pessoal de ter filhos. Não é um desejo mau, porém é injusto conceber uma decisão considerando unicamente esse desejo. Afinal, um filho não pode jamais ser APENAS um objeto de realização externa do seu desejo interno: ele é uma pessoa, um ser humano, e muitas decisões sobre paternidade e maternidade não tem considerado o efeito do ambiente em que vivem, antes de decidirem criar ou adotar um filho.

Pense nos critérios:

Será justo ter um filho, dentro de um relacionamento precoce, ainda não consolidado?

Meu temperamento e paciência, vão ser suficientes para cuidar de outro ser humano por 2 décadas?

Você quer realmente ser pai ou mãe

Minha relação, é séria, sólida e madura o suficiente para dar esse passo, apesar dos anos vividos?

E esse passo não é um passo de 9 meses. É um de pelo menos duas décadas, como foi mostrado, até que a criança se torne um adulto. Muitas decisões desse tipo, idealizam a criação de um bebê fofinho, fotos e risos… porque, apesar de sermos capazes de imaginar e planejar o futuro, somos emocionados com o agora. Porém, essa decisão jamais deve ser tomada com base no que sentimos num dado momento. Sensações e sentimentos passam. Ter um filho, portanto, é uma decisão a ser tomada em momento de lucidez e racionalidade.

E não aposte no nosso pessimismo; em caráter de opinião, fica a dica: caso queira mesmo encarar esse desafio, que tal considerar a adoção? Parafraseando a clássica atriz Sandra Bullock: “ter um filho é um ato de egoísmo. Há muitas crianças abandonadas no mundo.”

 

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Autor: Blog Saúde Mais

As informações, dicas e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos e outros especialistas.

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